Infográfico ilustrado sobre a utilização da Fitoterapia Integrativa como apoio natural à saúde.

Fitoterapia Integrativa

A natureza como instrumento terapêutico

A Fitoterapia Integrativa utiliza recursos de origem natural como parte de uma abordagem terapêutica que procura compreender a pessoa para além do sintoma que a levou à consulta. Plantas, raízes, flores, sementes, cascas de árvores, resinas, óleos e muitas outras matérias naturais constituem uma farmacopeia extraordinariamente diversa, construída e aperfeiçoada por diferentes culturas ao longo de milhares de anos.

Na Nmedicinas, este conhecimento não pertence a uma única escola ou tradição. A Fitoterapia Integrativa reúne diferentes formas de utilização terapêutica dos recursos naturais e procura conjugá-las de acordo com as necessidades de cada pessoa. Mais importante do que a origem de uma preparação é compreender por que razão a utilizamos, o que pretendemos alcançar e como ela se integra no restante tratamento.

Um conhecimento construído por diferentes culturas

Muito antes da existência da farmacologia moderna, diferentes civilizações aprenderam a observar a natureza e a reconhecer propriedades terapêuticas nas matérias que as rodeavam. Índia e China desenvolveram sistemas médicos complexos; Persas, Egípcios, Gregos, Romanos e Árabes deixaram importantes tradições de utilização medicinal das plantas; povos africanos, amazónicos e civilizações pré-colombianas construíram também conhecimentos próprios a partir dos seus territórios e da sua relação com a natureza.

O estudo destas diferentes tradições faz parte da abordagem que desenvolvemos. A Fitoterapia Chinesa, a Fitoterapia Ayurvédica, a Homeopatia, a Aromaterapia e os Florais de Bach, juntamente com conhecimentos provenientes da fitoterapia ocidental e de diferentes culturas tradicionais, permitem observar um mesmo problema através de perspetivas distintas. Não procuramos determinar qual delas deve substituir todas as outras, mas compreender o que cada uma pode acrescentar ao cuidado de uma determinada pessoa.

Diferentes medicinas, um único tratamento

No nosso consultório, os conhecimentos provenientes destas diferentes abordagens podem encontrar-se dentro do mesmo plano terapêutico. Uma formulação ayurvédica pode ser escolhida para uma queixa principal e, simultaneamente, uma preparação homeopática utilizada como complemento. Noutras situações, um chá, uma preparação tópica ou uma fórmula proveniente da Medicina Tradicional Chinesa poderá responder melhor a uma necessidade específica.

Existe, contudo, um raciocínio por detrás de cada escolha. A Ayurveda constitui frequentemente a primeira opção para as queixas principais; a Fitoterapia Chinesa é utilizada sobretudo em situações específicas nas quais encontramos respostas particularmente adequadas, tendo também em consideração o custo e a maior dificuldade de aquisição de algumas formulações. A Homeopatia pode assumir um papel complementar, enquanto os chás, a alimentação terapêutica e outras preparações simples são frequentemente utilizados em situações mais ligeiras ou como apoio ao tratamento principal.

Integrar não significa utilizar tudo. Significa saber escolher, entre diferentes conhecimentos, aquilo de que aquela pessoa necessita.

Da tradição à vida quotidiana

As preparações utilizadas podem assumir formas muito diferentes. Comprimidos, cápsulas, fórmulas tradicionais, tinturas, extratos, xaropes, óleos, pomadas, chás e pós permitem adaptar não apenas o princípio terapêutico, mas também a forma de administração à realidade de cada pessoa.

Sempre que uma formulação existente corresponde ao objetivo pretendido, procuramos preservá-la e utilizá-la na sua forma estabelecida. Noutras situações, diferentes plantas, substâncias ou princípios podem ser conjugados de forma individualizada. Privilegiamos, sempre que possível, preparações já prontas, porque simplificam o quotidiano e tornam a continuidade do tratamento mais fácil e familiar. Isso não impede a utilização de formas tradicionais quando são mais adequadas: um chá, uma pomada ou um pó acrescentado à alimentação podem continuar a constituir a solução mais simples para determinada situação.

A adesão faz parte do tratamento. Uma terapêutica só é verdadeiramente adequada quando também consegue encontrar lugar na vida da pessoa que a vai realizar.

Primeiro a pessoa, depois o sintoma

A escolha de uma abordagem começa pela patologia, pelos diagnósticos existentes e pela idade, mas não termina nesses elementos. A história clínica, os restantes tratamentos, a resposta individual e a experiência acumulada participam na decisão. A intuição clínica ocupa igualmente um lugar importante neste processo, sobretudo quando diferentes possibilidades parecem inicialmente adequadas.

Também procuramos considerar aspetos muito concretos da vida. A facilidade de aquisição, a complexidade do tratamento e, sempre que conseguimos conhecê-la, a capacidade financeira são relevantes. Prescrever algo difícil de encontrar, excessivamente complexo ou incomportável para aquela pessoa pode transformar uma boa proposta terapêutica numa solução impossível de cumprir.

Mas existe um princípio anterior a todos estes: não começamos apenas por perguntar o que podemos dar para uma dor, uma inflamação, uma alteração digestiva ou uma dificuldade em dormir. Procuramos primeiro compreender por que razão aquele organismo chegou à situação em que se encontra, quais os sistemas envolvidos e onde podemos ajudá-lo a recuperar equilíbrio. Depois tratamos também o sintoma que está a causar sofrimento.

A natureza não pertence a uma medicina

A Fitoterapia Integrativa nasce, assim, da possibilidade de reunir conhecimentos que durante séculos foram desenvolvidos em lugares muito diferentes do mundo. Uma planta utilizada na Índia, uma fórmula chinesa, uma preparação ocidental ou um conhecimento preservado por uma cultura tradicional podem partir de linguagens diferentes e, ainda assim, oferecer elementos úteis para compreender e acompanhar a mesma pessoa.

Esta diversidade exige conhecimento, critério e individualização. Natural não significa indiferente à dose, à combinação ou às características de quem o utiliza. Cada tratamento deve ser pensado no contexto da pessoa, dos seus diagnósticos, da medicação existente e da evolução observada ao longo do acompanhamento.

Não procuramos adaptar a pessoa a uma determinada medicina. Procuramos, entre as medicinas que conhecemos, aquilo que melhor se adapta à pessoa.

Porque a natureza não pertence ao Oriente nem ao Ocidente, a uma época ou a uma escola.

A natureza não pertence a uma medicina. Pertence à vida.