
O Caminho
Porque Nmedicinas?
O nome Nmedicinas nasceu da vontade de representar uma forma diferente de compreender a saúde. Mais do que uma marca, reúne os valores, o percurso e a visão que deram origem a este projeto.
A letra N guarda vários significados. Representa a história do Dr. Nabais, a ligação à natureza, a inspiração da neurofisiologia, a naturopatia, a nutrição e o respeito pelas diferentes medicinas que, ao longo dos séculos, procuraram compreender o ser humano.
Cada uma destas dimensões faz parte da identidade da Nmedicinas e ajuda a explicar a forma como entendemos o cuidado, o conhecimento e a recuperação do equilíbrio.
A pessoa antes da doença
Uma doença pode ter um nome, critérios de diagnóstico e manifestações conhecidas.
Mas nunca acontece da mesma forma em todas as pessoas.
Cada pessoa chega à consulta com uma história própria, um organismo diferente, hábitos, experiências, circunstâncias e uma maneira particular de viver aquilo que lhe está a acontecer.
Por isso, compreender uma doença não é suficiente.
É necessário compreender a pessoa que a está a viver.
Na Nmedicinas, o diagnóstico é uma parte importante do conhecimento clínico, mas não substitui a observação da pessoa na sua individualidade.
Porque antes de existir um tratamento, existe alguém que precisa de ser compreendido.
Saúde não é apenas ausência de doença
Estar saudável não significa apenas não apresentar uma doença diagnosticada.
O organismo humano encontra-se permanentemente a adaptar-se ao ambiente, à alimentação, ao movimento, ao repouso, às exigências físicas e emocionais e às inúmeras alterações que acontecem ao longo da vida.
A saúde resulta também dessa capacidade de adaptação.
Por vezes, muito antes de surgir uma doença claramente identificável, o organismo começa a mostrar que alguma coisa deixou de funcionar como antes.
Pode fazê-lo através da dor, do cansaço, de alterações digestivas, do sono, da mobilidade ou de muitos outros sinais.
Escutar esses sinais permite olhar para a saúde não apenas como algo que se procura recuperar quando se perde, mas como um processo que merece ser compreendido e acompanhado ao longo da vida.
Muitas medicinas, uma só pessoa
Ao longo da história, diferentes culturas procuraram compreender o corpo humano, a doença e os processos de recuperação.
Dessas observações nasceram diferentes sistemas médicos, formas de diagnóstico e abordagens terapêuticas.
A Ayurveda desenvolveu uma determinada forma de observar o organismo. A Medicina Tradicional Chinesa construiu outra. A Naturopatia reuniu princípios próprios. A medicina contemporânea acrescentou conhecimentos fundamentais sobre anatomia, fisiologia, patologia, diagnóstico e tratamento.
Nenhuma destas perspetivas altera aquilo que está diante de nós:
a pessoa continua a ser uma só.
Na Nmedicinas, diferentes conhecimentos não precisam de competir entre si.
Podem ser estudados, confrontados e integrados sempre que contribuam para compreender melhor aquilo que está a acontecer e para encontrar uma abordagem adequada a cada pessoa.
Conhecimento sem fronteiras
O conhecimento não se torna verdadeiro apenas porque é antigo.
Mas também não se torna necessariamente melhor apenas porque é recente.
A história da medicina é feita de descobertas, erros, perguntas, revisões e mudanças profundas naquilo que, em diferentes épocas, se julgava saber.
É por isso que procuramos manter a mesma disponibilidade para aprender com uma tradição milenar ou com uma investigação publicada hoje.
Estudar significa também questionar.
Observar.
Comparar.
Procurar evidências.
Reconhecer aquilo que ainda não sabemos.
Na Nmedicinas, nenhuma tradição deve estar acima da investigação e nenhuma convicção deve impedir uma pergunta.
Porque o conhecimento permanece vivo enquanto conservarmos a capacidade de o questionar.
O organismo como participante
Um tratamento não acontece apenas porque alguém aplica uma técnica, recomenda uma mudança ou utiliza uma determinada abordagem terapêutica.
O organismo participa continuamente nesse processo.
Possui mecanismos próprios de adaptação, compensação, regulação e recuperação que procuram responder às alterações a que está sujeito.
A terapêutica pode ajudar a criar condições favoráveis, reduzir obstáculos, estimular determinadas respostas ou apoiar funções que se encontram comprometidas.
Mas é sempre necessário respeitar os limites e as possibilidades de cada organismo.
Por isso, tratar não significa impor ao corpo aquilo que gostaríamos que acontecesse.
Significa também observar a forma como ele responde e aprender com essa resposta.
Cuidar é também acompanhar
Nem todos os caminhos de recuperação são lineares.
Há momentos de melhoria e momentos em que é necessário parar, observar novamente e compreender por que razão alguma coisa mudou.
Uma abordagem que foi adequada num determinado momento pode precisar de ser ajustada mais tarde.
Por isso, acompanhar faz parte do tratamento.
Escutar o que mudou.
Reavaliar.
Adaptar.
Procurar outra possibilidade quando a primeira não produziu a resposta esperada.
O cuidado não termina quando acaba uma consulta.
Continua na atenção ao percurso de cada pessoa e na disponibilidade para voltar a pensar sempre que esse percurso o exigir.
Uma filosofia que continua a evoluir
A Nmedicinas não nasceu de um conjunto fechado de certezas.
Nasceu de perguntas.
E são essas perguntas que continuam a fazê-la crescer.
Cada pessoa acompanhada, cada estudo realizado, cada investigação, cada resultado inesperado e cada conhecimento novo podem obrigar-nos a reconsiderar aquilo que julgávamos saber.
Isso não representa uma fragilidade.
Representa a própria natureza do conhecimento.
A nossa filosofia não procura escolher entre diferentes formas de compreender a saúde nem transformar uma medicina numa resposta para todas as situações.
Procura aprender com diferentes conhecimentos, confrontá-los com a observação, a experiência e a investigação e utilizá-los com discernimento.
Porque, independentemente do caminho escolhido, existe um princípio que deve permanecer no centro de todos os outros:
nunca perder de vista a pessoa.