{"id":29148,"date":"2026-08-23T14:26:22","date_gmt":"2026-08-23T13:26:22","guid":{"rendered":"https:\/\/nmedicinas.pt\/pt\/?page_id=29148"},"modified":"2026-08-24T21:40:19","modified_gmt":"2026-08-24T20:40:19","slug":"medicinas-do-mundo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/nmedicinas.pt\/pt\/medicinas-do-mundo\/","title":{"rendered":"Medicinas do Mundo"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"29148\" class=\"elementor elementor-29148\" data-elementor-post-type=\"page\">\n\t\t\t\t<main class=\"elementor-element elementor-element-848c802 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"848c802\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-41ecef2 e-flex e-con-boxed e-con e-child\" data-id=\"41ecef2\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b383c7e elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"b383c7e\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1254\" height=\"1254\" src=\"https:\/\/nmedicinas.pt\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/nmedicinas-medicinas-medicinas-do-mundo.png\" class=\"attachment-full size-full wp-image-29145\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o em aguarela sobre medicinas tradicionais do mundo, com livro aberto, mapa-m\u00fandi, plantas medicinais e objetos de diferentes tradi\u00e7\u00f5es.\" srcset=\"https:\/\/nmedicinas.pt\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/nmedicinas-medicinas-medicinas-do-mundo.png 1254w, https:\/\/nmedicinas.pt\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/nmedicinas-medicinas-medicinas-do-mundo-300x300.png 300w, https:\/\/nmedicinas.pt\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/nmedicinas-medicinas-medicinas-do-mundo-1024x1024.png 1024w, https:\/\/nmedicinas.pt\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/nmedicinas-medicinas-medicinas-do-mundo-150x150.png 150w, https:\/\/nmedicinas.pt\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/nmedicinas-medicinas-medicinas-do-mundo-768x768.png 768w\" sizes=\"(max-width: 1254px) 100vw, 1254px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f7d9415 e-flex e-con-boxed e-con e-child\" data-id=\"f7d9415\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5f23f6c elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"5f23f6c\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h1 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Medicinas do Mundo\n<\/h1>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ff8ac3f elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"ff8ac3f\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Muitas culturas. Muitas linguagens. O mesmo ser humano.<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3aaf480 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"3aaf480\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Antes de existirem escolas m\u00e9dicas, hospitais, laborat\u00f3rios ou tratados, j\u00e1 existia algu\u00e9m que cuidava de algu\u00e9m.<\/p><p>Uma ferida precisava de ser tratada. Uma febre tinha de ser compreendida. A dor precisava de al\u00edvio. Era necess\u00e1rio descobrir o que alimentava, o que fortalecia, o que fazia adoecer e aquilo que, entre as plantas, ra\u00edzes, minerais e outros recursos dispon\u00edveis, poderia ajudar.<\/p><p>Assim come\u00e7ou uma das mais antigas hist\u00f3rias da humanidade: <strong>a hist\u00f3ria de aprender a cuidar.<\/strong><\/p><p>Em diferentes lugares do mundo, povos separados por oceanos, montanhas, l\u00ednguas e culturas observaram o mesmo ser humano e procuraram respostas para as mesmas perguntas. Nem sempre chegaram \u00e0s mesmas conclus\u00f5es. Criaram explica\u00e7\u00f5es diferentes para a sa\u00fade e a doen\u00e7a, desenvolveram m\u00e9todos pr\u00f3prios de diagn\u00f3stico e constru\u00edram formas distintas de tratamento.<\/p><p>Mas algumas ideias atravessaram continentes e mil\u00e9nios.<\/p><p>A alimenta\u00e7\u00e3o como forma de preservar e recuperar a sa\u00fade. As plantas como recurso terap\u00eautico. A observa\u00e7\u00e3o atenta do corpo. A import\u00e2ncia do ambiente. A rela\u00e7\u00e3o entre aquilo que sentimos e aquilo que acontece fisicamente. O equil\u00edbrio. A preven\u00e7\u00e3o. E, em muitas culturas, uma dimens\u00e3o espiritual insepar\u00e1vel da pr\u00f3pria ideia de cuidar.<\/p><p>As Medicinas do Mundo nasceram dessa diversidade.<\/p><p>E continuam a contar a mesma hist\u00f3ria.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3b8110b elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"3b8110b\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Os av\u00f3s da Medicina<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f9de3bd elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"f9de3bd\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Muito antes de o conhecimento m\u00e9dico ser escrito, j\u00e1 era transmitido.<\/p><p>De gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, diferentes povos foram aprendendo a reconhecer plantas, preparar alimentos, tratar feridas, aliviar sintomas e responder \u00e0s maleitas que faziam parte da sua exist\u00eancia.<\/p><p>Parte desse conhecimento perdeu-se. Outra parte permaneceu na tradi\u00e7\u00e3o oral. E outra atravessou os s\u00e9culos, foi registada, estudada, transformada e acabou integrada em sistemas m\u00e9dicos progressivamente mais complexos.<\/p><p>\u00c9 por isso que, na Nmedicinas, olhamos para os conhecimentos ind\u00edgenas e ancestrais como <strong>os av\u00f3s da Medicina<\/strong>.<\/p><p>N\u00e3o porque tudo aquilo que fizeram deva ser reproduzido hoje. O conhecimento evoluiu, surgiram solu\u00e7\u00f5es mais avan\u00e7adas e muitas pr\u00e1ticas foram substitu\u00eddas por alternativas mais eficazes, precisas ou seguras.<\/p><p>Mas porque antes de sabermos aquilo que sabemos hoje, <strong>algu\u00e9m teve primeiro de observar.<\/strong><\/p><p>E algu\u00e9m teve de ensinar aquilo que observou.<\/p><p>Respeitar esse patrim\u00f3nio n\u00e3o significa regressar ao passado. Significa compreender que tamb\u00e9m caminhamos sobre conhecimento constru\u00eddo por aqueles que vieram antes de n\u00f3s.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6f3f844 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"6f3f844\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">A planta e o alimento<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-88da506 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"88da506\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>H\u00e1 duas presen\u00e7as que encontramos repetidamente na hist\u00f3ria do cuidado: <strong>a alimenta\u00e7\u00e3o e as plantas.<\/strong><\/p><p>Antes e depois do aparecimento dos grandes sistemas m\u00e9dicos, povos de praticamente todas as geografias aprenderam a utilizar os alimentos n\u00e3o apenas como sustento, mas tamb\u00e9m como parte do tratamento.<\/p><p>Com as plantas aconteceu algo semelhante.<\/p><p>Cada territ\u00f3rio ofereceu uma farmacopeia diferente e cada cultura aprendeu a olhar para aquilo que crescia \u00e0 sua volta.<\/p><p>Na \u00cdndia, plantas como a <em>Ashwagandha<\/em> <span style=\"font-family: Noto Sans Devanagari;\"><span lang=\"hi-IN\"><strong>\u0905\u0936\u094d\u0935\u0917\u0928\u094d\u0927\u093e<\/strong> <\/span><\/span>e a <em>Boswellia<\/em> adquiriram particular import\u00e2ncia. Na \u00c1sia Oriental, o ginseng ganhou um lugar privilegiado. Povos abor\u00edgenes australianos desenvolveram conhecimentos sobre plantas do seu territ\u00f3rio, entre elas a melaleuca. Na tradi\u00e7\u00e3o portuguesa, plantas mediterr\u00e2nicas como o rosmaninho, o funcho ou a camomila fizeram parte de gera\u00e7\u00f5es de cuidados populares.<\/p><p>As plantas, por\u00e9m, n\u00e3o ficaram onde nasceram.<\/p><p><strong>As plantas viajam.<\/strong><\/p><p>Viajaram com comerciantes, navegadores, migra\u00e7\u00f5es, encontros entre culturas e interc\u00e2mbios de conhecimento. Hoje viajam ainda mais depressa.<\/p><p>O gengibre \u00e9 um exemplo simples. Um rizoma outrora pouco presente nos h\u00e1bitos quotidianos portugueses encontra-se hoje facilmente nas nossas cozinhas e infus\u00f5es.<\/p><p>E, quando as plantas viajam, <strong>o conhecimento viaja com elas.<\/strong><\/p><p>\u00c9 por isso que a Fitoterapia constitui uma das grandes pontes entre as Medicinas do Mundo.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3c82824 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"3c82824\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Muitas maneiras de observar o mesmo ser humano<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-838b634 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"838b634\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>A Medicina Tradicional Chinesa desenvolveu conceitos como <em>Qi<\/em> <span style=\"font-family: Noto Serif CJK SC;\"><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"zh-CN\"><strong>\u6c23<\/strong><\/span><\/span><\/span>, Yin e Yang <span style=\"font-family: Noto Serif CJK SC;\"><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"zh-CN\"><strong>\u9670\u967d<\/strong> <\/span><\/span><\/span>e os Cinco Elementos <span style=\"font-family: Noto Serif CJK SC;\"><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"zh-CN\"><strong>\u4e94\u884c<\/strong><\/span><\/span><\/span>.<\/p><p>A Ayurveda <span style=\"font-family: Noto Sans Devanagari;\"><span lang=\"hi-IN\"><strong>\u0906\u092f\u0941\u0930\u094d\u0935\u0947\u0926<\/strong> <\/span><\/span>construiu uma compreens\u00e3o da individualidade em torno de conceitos como <em>Prakriti<\/em> <span style=\"font-family: Noto Sans Devanagari;\"><span lang=\"hi-IN\"><strong>\u092a\u094d\u0930\u0915\u0943\u0924\u093f<\/strong><\/span><\/span>, Vata, Pitta e Kapha.<\/p><p>A Medicina Tradicional Tibetana, <em>Sowa Rigpa<\/em>, desenvolveu a sua leitura do equil\u00edbrio atrav\u00e9s de Lung, Tripa e Beken, profundamente relacionada com uma tradi\u00e7\u00e3o espiritual e filos\u00f3fica pr\u00f3pria.<\/p><p>A medicina Unani transportou atrav\u00e9s dos s\u00e9culos parte da tradi\u00e7\u00e3o humoral greco-romana, desenvolvida e transformada no mundo isl\u00e2mico e associada a figuras fundamentais da hist\u00f3ria da Medicina como Hip\u00f3crates, Galeno e Ibn Sina \u2014 Avicena.<\/p><p>O Kampo japon\u00eas desenvolveu uma utiliza\u00e7\u00e3o particularmente sistematizada de f\u00f3rmulas medicinais.<\/p><p>A medicina constitucional coreana Sasang procurou compreender diferen\u00e7as individuais atrav\u00e9s de diferentes tipos constitucionais.<\/p><p>Tradi\u00e7\u00f5es africanas, ind\u00edgenas americanas, amaz\u00f3nicas, mesoamericanas, indon\u00e9sias, abor\u00edgenes australianas, isl\u00e2micas, \u00e1rabes e europeias desenvolveram igualmente os seus pr\u00f3prios conhecimentos sobre plantas, alimenta\u00e7\u00e3o, corpo, comunidade, ambiente e espiritualidade.<\/p><p>N\u00e3o s\u00e3o a mesma medicina.<\/p><p>Os seus conceitos n\u00e3o devem ser artificialmente transformados em equival\u00eancias.<\/p><p>Mas todas observaram <strong>o mesmo ser humano<\/strong>.<\/p><p>E talvez seja precisamente por isso que, por caminhos diferentes, encontramos por vezes perguntas surpreendentemente semelhantes.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1e2f0d5 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"1e2f0d5\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">O conhecimento tamb\u00e9m viaja<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3aafaa2 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"3aafaa2\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>As medicinas nunca evolu\u00edram dentro de fronteiras completamente fechadas.<\/p><p>Povos encontraram-se. Textos foram traduzidos. Plantas atravessaram territ\u00f3rios. M\u00e9dicos aprenderam com outros m\u00e9dicos. Imp\u00e9rios nasceram e desapareceram. Rotas comerciais transportaram mercadorias, mas tamb\u00e9m ideias.<\/p><p>O conhecimento grego passou para Roma e encontrou novos caminhos no mundo isl\u00e2mico. Autores foram traduzidos, comentados, corrigidos e desenvolvidos. Conhecimentos persas, \u00e1rabes, indianos e de outras proveni\u00eancias encontraram-se em diferentes per\u00edodos da hist\u00f3ria.<\/p><p>A medicina Unani \u00e9 um dos exemplos mais fascinantes dessa continuidade.<\/p><p>Nela \u00e9 poss\u00edvel reconhecer uma ponte entre <strong>passado, presente e futuro<\/strong>: conhecimento antigo que n\u00e3o permaneceu im\u00f3vel, mas atravessou civiliza\u00e7\u00f5es, recebeu novos contributos e continua a existir como sistema m\u00e9dico contempor\u00e2neo.<\/p><p>\u00c9 uma lembran\u00e7a de que o conhecimento n\u00e3o pertence definitivamente a uma \u00e9poca.<\/p><p><strong>Viaja, encontra outros conhecimentos e transforma-se.<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-657e5ff elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"657e5ff\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">E Portugal?<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-07ce787 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"07ce787\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Portugal tamb\u00e9m pertence \u00e0s Medicinas do Mundo.<\/p><p>E entra pela porta principal.<\/p><p>A tradi\u00e7\u00e3o europeia de base popular possui um patrim\u00f3nio muito rico de utiliza\u00e7\u00e3o de plantas, ch\u00e1s, decoc\u00e7\u00f5es, emplastros, prepara\u00e7\u00f5es alimentares, \u00e1guas termais e pr\u00e1ticas transmitidas entre gera\u00e7\u00f5es.<\/p><p>Durante s\u00e9culos, grande parte deste conhecimento n\u00e3o viveu em universidades. Viveu nas aldeias, nas fam\u00edlias, nos campos e nas pessoas que conheciam as plantas do seu territ\u00f3rio.<\/p><p>Algumas pr\u00e1ticas pertenciam ao dom\u00ednio f\u00edsico. Outras misturavam cuidados, religiosidade, espiritualidade e cren\u00e7a popular.<\/p><p>Hoje podemos olhar para esse patrim\u00f3nio com os instrumentos do presente, distinguir aquilo que permanece terapeuticamente \u00fatil daquilo que pertence sobretudo \u00e0 hist\u00f3ria e \u00e0 cultura e, simultaneamente, reconhecer o seu valor.<\/p><p>Porque <strong>Medicinas do Mundo n\u00e3o significa procurar conhecimento apenas longe de casa.<\/strong><\/p><p>O mundo come\u00e7a precisamente onde estamos.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-a2efb09 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"a2efb09\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Conhecer n\u00e3o significa usar<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d949672 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"d949672\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Estudar uma medicina n\u00e3o significa aceitar tudo aquilo que ela prop\u00f5e.<\/p><p>Na Nmedicinas, uma pr\u00e1tica precisa primeiro de ser bem compreendida.<\/p><p>Depois perguntamos se acrescenta realmente alguma coisa \u00e0quilo que j\u00e1 fazemos. Se existe outra abordagem que oferece resultados melhores, n\u00e3o h\u00e1 vantagem em introduzir uma t\u00e9cnica apenas porque pertence a uma tradi\u00e7\u00e3o diferente.<\/p><p>Importam tamb\u00e9m a consist\u00eancia dos resultados, a seguran\u00e7a, os poss\u00edveis efeitos adversos e a evid\u00eancia cient\u00edfica dispon\u00edvel, considerada em conjunto com o restante conhecimento cl\u00ednico e terap\u00eautico.<\/p><p>Algumas pr\u00e1ticas s\u00e3o incorporadas.<\/p><p>Outras s\u00e3o conhecidas, mas deliberadamente n\u00e3o utilizadas.<\/p><p>E outras permanecem dispon\u00edveis para serem novamente estudadas quando o conhecimento, a investiga\u00e7\u00e3o ou a pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica cl\u00ednica justificam regressar a elas.<\/p><p>Podemos imaginar este patrim\u00f3nio como <strong>uma exposi\u00e7\u00e3o permanente<\/strong>.<\/p><p>O acervo permanece, mas as obras que est\u00e3o nas salas principais podem mudar.<\/p><p>N\u00e3o por moda.<\/p><p><strong>Por conhecimento.<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-44e37dc elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"44e37dc\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Nenhuma Medicina sabe tudo<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d3916ea elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"d3916ea\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Nem as medicinas ancestrais.<\/p><p>Nem os grandes sistemas tradicionais.<\/p><p>Nem a medicina mais moderna.<\/p><p>Cada \u00e9poca recebe conhecimento das anteriores, acrescenta aquilo que consegue observar e deixa novas perguntas para quem vier depois.<\/p><p>E medicinas que coexistem no mesmo tempo tamb\u00e9m se encontram, influenciam e aprendem umas com as outras.<\/p><p>Por isso, quando dois sistemas explicam o mesmo fen\u00f3meno de maneiras diferentes, n\u00e3o precisamos de os obrigar a concordar.<\/p><p>Podemos estudar ambos.<\/p><p>Podemos escolher aquele que nos oferece a compreens\u00e3o ou a resposta mais \u00fatil.<\/p><p>Podemos aproveitar contributos dos dois.<\/p><p>E podemos concluir que nenhum deles acrescenta aquilo de que precisamos.<\/p><p><strong>Integrar n\u00e3o \u00e9 acumular.<\/strong><\/p><p>Conhecer n\u00e3o obriga a aceitar.<\/p><p>E respeitar uma tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o exige transform\u00e1-la num dogma.<\/p><p>A nossa forma de estudar Medicina procura manter <strong>portas e janelas sempre abertas ao conhecimento<\/strong>.<\/p><p>Porque uma medicina que deixa de poder fazer perguntas, ser questionada e aprender deixa tamb\u00e9m de poder evoluir.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-0879406 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"0879406\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">A pessoa no centro<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d436f98 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"d436f98\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Depois de atravessarmos tantas culturas, \u00e9pocas e maneiras diferentes de compreender a sa\u00fade, talvez a maior aprendizagem das Medicinas do Mundo seja afinal muito simples.<\/p><p><strong>A Medicina existe para cuidar de pessoas.<\/strong><\/p><p>Ser m\u00e9dico n\u00e3o \u00e9 apenas saber muito sobre doen\u00e7as, fisiologia, diagn\u00f3stico ou tratamento.<\/p><p>\u00c9 tamb\u00e9m saber olhar para a pessoa que est\u00e1 diante de n\u00f3s.<\/p><p>Conhecer o seu mundo pessoal e social. Perceber os seus problemas, emo\u00e7\u00f5es e aspira\u00e7\u00f5es. Respeitar a sua religiosidade ou espiritualidade quando fazem parte da sua vida. Reconhecer a sua for\u00e7a interior e tamb\u00e9m os momentos em que essa for\u00e7a parece faltar.<\/p><p>Porque duas pessoas com a mesma doen\u00e7a nunca s\u00e3o exatamente a mesma pessoa.<\/p><p>E nenhuma quantidade de conhecimento m\u00e9dico substitui esse encontro.<\/p><p>Na Nmedicinas, procuramos por isso colocar <strong>a pessoa no centro da Medicina e do pensamento m\u00e9dico \u2014 e n\u00e3o a Medicina no centro da pessoa.<\/strong><\/p><p>Talvez seja essa a verdadeira raz\u00e3o para estudar tantas formas de cuidar.<\/p><p>N\u00e3o para termos mais medicinas para escolher.<\/p><p>Mas para termos <strong>mais conhecimento dispon\u00edvel para compreender uma pessoa.<\/strong><\/p><p>E continuar a aprender.<\/p><p>Sempre.<\/p><blockquote><strong>Tratar a doen\u00e7a quando ela j\u00e1 se manifestou \u00e9 mais f\u00e1cil; cuidar da pessoa antes de ela adoecer \u00e9 mais dif\u00edcil.<\/strong><\/blockquote><p><strong>\u00c9 tamb\u00e9m a\u00ed que come\u00e7a a Medicina.<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/main>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Medicinas do Mundo Muitas culturas. 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